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28/08/2018 | Dia Nacional do Voluntariado: O trabalho da Rede Feminina de Combate ao Câncer



 
No dia 28 de agosto é comemorado no Brasil o Dia Nacional do Voluntariado. E como uma forma de comemorar este dia e prestar uma homenagem aos voluntários, nada melhor do que contar a história de quem dedica seu tempo livre para auxiliar outras pessoas. Fomos até uma das instituições cooperadas do iCAV para conversar com voluntários e conhecer um pouco da realidade que eles vivem no dia a dia.
 
Você já imaginou que uma instituição sem fins lucrativos seria capaz de dar início à construção de um dos hospitais mais importantes do Paraná e do Brasil? Em 1964 a senhora Anita Gaertner fundou a Rede Feminina de Combate ao Câncer, para auxiliar pessoas carentes com o diagnóstico da doença. À partir deste projeto, surgiu a necessidade de atendimento especializado aos pacientes, então se deu início a
construção do Hospital Erasto Gaertner, que é referência no tratamento do câncer e atende pessoas de todo o país.
 
O trabalho da Rede Feminina é feito quase totalmente com a ajuda de voluntários e hoje a instituição conta com o apoio de 400 pessoas que atuam em 17 setores diferentes. O símbolo forte da Rede são os jalecos cor de rosa, utilizados pelas voluntárias. A presidente da Rede, Isabel Ossoski, conta que no início somente mulheres atuavam da instituição, mas com o passar dos anos os homens também queriam participar. Hoje os voluntários de jalecos azuis também circulam pelo hospital.
 
Há 15 anos trabalhando como voluntária na Rede, a dona Rosa escolheu a costura como forma de ajudar os pacientes do hospital Erasto Gaertner. Mais que confeccionar roupas para a loja da RFCC para captar recursos, o setor de costura atua também com a parte especializada, produzindo materiais que são utilizados pelo hospital no tratamento aos pacientes. Dona Rosa conta que eles produzem os conjuntos que são utilizados pelo hospital na traqueostomia, próteses e sutiãs especiais para pacientes com mastectomia, jalecos para os exames ginecológicos e confeccionam também roupas e agasalhos para pacientes carentes que vieram de outras localidades sem roupas suficientes para passar todo o período de tratamento.
 
Para a dona Rosa, “todas pessoas deviam fazer trabalho voluntário em algum momento de suas vidas”. Ela conta que hoje é outra pessoa, que tem satisfação no que faz e que sente que ajuda a si mesma através deste trabalho. A equipe está tão unida e entrosada que fizeram amizade e até organizam viagens juntas. Dona Rosa conta que todas já passaram por algum momento difícil que as levaram procurar pelo voluntariado, e isso as uniu.
 
Para a Fátima Toledo, se sentir útil e se doar era essencial, então decidiu ingressar na Rede Feminina como voluntária. Hoje ela atua na coordenação da loja da Rede. O setor do bazar é responsável por captar as doações de roupas, calçados e outros itens, e destinar eles para venda e com isso captar recursos para que a Rede continue com suas atividades.
 
Com a vivência na loja, Fátima conta que ali é muito mais que apenas um ponto de venda de produtos. Ela explica que a loja fica localizada dentro de um hospital do câncer, as pessoas que estão aqui são na maior parte das vezes acompanhantes de pacientes, “elas procuram algo para se distrair, e precisam também de alguém com quem conversar, desabafar”, conta Fátima.
 
Sete voluntárias trabalham no atendimento na loja e que as pessoas que escolhem atuar nessa função na Rede precisam ter facilidade pra se comunicar, para vender os produtos, e principalmente estar dispostas para ouvir e dar um abraço. Fátima diz que pra isso estão sempre fazendo de tudo para deixar a loja alegre, bonita e principalmente estar com um sorriso para atender com carinho quem ali entrar, e complementa “a gente não tem como mudar o mundo todo, mas muda o mundo da gente”.
 
Tanto para Rosa, Fátima e todos os 400 voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer, o voluntariado transforma a vida não só de quem recebe, mas principalmente de que se doa. A todos as pessoas que atuam ou já atuaram como voluntários, o ICAV agradece e parabeniza por dedicarem um pouco de seu tempo em prol de uma causa, ou para quem precisa. Voluntários, parabéns pelo seu dia!
 
Se você também quer ser um voluntário, acesse o site do iCAV e participe da palestra O que é ser um voluntário. Depois faça sua inscrição no portal para acessar as vagas e então escolher uma instituição para você atuar. 
 
Luiza Schuves, jornalista voluntária do iCAV.


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